sexta-feira, 16 de março de 2012

O milagre.

Ser mãe é uma misteriosa aventura. Descobri-me mais mulher após o parto. Superei os comentários nada ingênuos de gente que dizia que eu era molenga demais para um PN (parto normal) e acabaria na cesárea. Deus é incrível e me proporcionou a força necessária para gestar e parir meu menino como desejei. Lembro de sentir aquela emoção que não cabia dentro de mim ao ouvir seu choro forte, mas tão harmônico ao mesmo tempo... Não quis ninguém da família comigo, pois imaginei que ajudar no equilíbrio de minha própria emoção e concentrar-me no que tinha que sedr feito já era uma parte grande para mim, não poderia administrar múltiplas vozes me dizendo o que fazer...
E assim aconteceu o milagre.
O médico obstetra, Dr. Júlio Porto (extremante competente e amigo) dava as instruções e conversava com sua esposa, a enfermeira obstetra sobre seus 5 filhos (pensa...)! Eu pensava em Deus, orava por mais força. E o garoto de quase quatro kilos de 54 cm veio ao mundo de olhos abertos! Ainda com o cordão umbilical nos unindo, nos abraçamos... Sentimos o cheiro um do outro... SEus olhinhos de um negro intenso transmitiam segurança. Eu era sua segurança. Eu precisava ser sua fortaleza. Deus precisava me ajudar a ser forte, porque a partir daquele dia era eu mãe! (tá certo que a emoção já aflorava ao sentir seus chutes futebolísticos em minha barriga, mas nada NADA se compara a alegria hibridizada a surpresa de pegar seu pequeno nos braços.
E assim aconteceu o milagre.
Lembro do vazio efemêro sentido quando o pegaram para realizar os procedimentos. Eu, que tinha passado uma hora naquela sala, não percebera que era tão fria, quase gelada.
E a expectativa misturou-se ao medo quando o trouxeram para mamar...
Olhou bem fundo nos meus olhos e sugou o leite ferozmente. Parecia que estava acostumado com aquela forma tão sublime de alimentação.
E mamou muito. Eu queria que perdurasse ainda por mais tempo.
Mamou até os 10 meses e 3 semanas, quando nos separamos de forma tão sofrida por três dias e meu coração de mãe ficava comprimido ao perceber que depois da ausência, ele acostumou-se a mamadeira e meus seios empedrados não poderiam (ou não precisariam) ser seu alimento lácteo agora.
Mamou até o dia 13 de novembro de 2011.
Estávamos na rede, ele quase dormindo. A barriguinha cheia e apenas mamando a sobremesa... Eu pensava aflita "três dias longe dele.´É o desmame. Essa pode ser a última vez que ele mama... Preciso parar de me preocupar e curtir o momento. Pode ser a última mamada". Foi uma dor que ainda me dói até hoje. A lembrança me faz sofrer. Ele sabia que algo ia acontecer e se agarrava em mim. Ficou apertando minha mãos o tempo todo. Ele também estava sofrendo.
E o medo cedeu a alegria, quando me beijou em meu regresso, ainda no aeroporto.
E assim aconteceu o milagre.
Posso hoje subir montanhas, cozinhar o prato mais sofisticado, caminhar 50 km, realizar tanta coisa ao mesmo tempo. Posso sonhar alto e equilibrar múltiplos papéis. Eu leio mais livros agora. Eu assisto menos TV, eu como mais frutas e verduras e canto mais músicas infantis que adultas. Eu também pinto com giz de cera e caminho descalça na grama. Eu sou mais mulher agora e sou mais feliz sendo mãe. E esse milagre aconteceu quando vi seus belos olhos, meu filho...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Amor grande demais...

Meu anjinho Gabriel,

Eu preciso te dizer que 2011 foi o ano mais feliz da minha vida... Nos conhecemos e nos apaixonamos e todos os dias parecem ainda melhores que os anteriores, pois nosso amor só cresce! Amo seu sorriso marotinho, sua manha para sair do bercinho, seu jeito de pedir papinha, sua voz grave chamando mã-mã... Você cresceu tanto... E parece que foi ontem que te peguei pela primeira vez no colo...
Passamos juntos por um desmame tão natural e tranquilo... E é maravilhoso quando ainda hoje (com apenas um aninho de vida) vc me abraça e dá um beijinho no meu peito, como que agradecendo os muitos momentos de aconchego.
Eu te amo tanto, meu pequeno... E todos os dias eu te amo mais... Amanhã eu sei que este amor estará ainda maior e é sublime e surpreendente saber que um amor tão grande e incondicional pode aumentar sem explodir...rsrs
Hoje quero que você saiba de algo importante: JESUS TE AMA AINDA MAIS.
Nunca se esqueça de Jesus, meu amorzinho! Ele te ajuda em todos os momentos, Ele consola quando você chora, Ele te abraça, te beija, te faz dormir e desperar com saúde e paz!

Ele te ama muito, até mais do que eu... (e olha que eu sou apaixonada por vc, meu anjinho...)
Com todo meu afeto,
Mamãe.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

meu nome é meu lindo...

Sim, aos dois meses de vida meu Gabriel achava que seu nome era "Meu lindo" (convecido, né?) Era só chamá-lo assim que olhava com esses olhinhos mais meigos do mundo e sorria (sim, sorria - e não é coisa de mãe coruja) com a boca sem dentes... E não é lindo mesmo? Deixa estar. Banho aos 5 meses de vida... Uma festa!

Pose aos 3 dias de vida... Perfeição.




Dormindo aos 3 meses de vida... Repara na mãozinha debaixo do rostinho... Uma belezura.


Meu risadinha aos 3 meses de vida, brincando com o papai... Como pode caber no peito um amor assim tão grande? Transborda pelos dedos que teclam as letras do amor... Escorre pela boca que pronuncia elogios tão sinceros... Ser mãe é viver no paraíso... Esse sorrisão compensa as primeiras noites mal dormidas, o cabelo desgrenhado e a roupa que ficou por passar. O choro de cólica que faz tremer as paredes, a dor de preocupação pela gritaria de dor... pelo futuro... pelo dia de amanhã e pelo de depois de amanhã. Compensa sim toda a ansiedade e todas as festas e noites de pizza que temos que adiar "pra quando crescer um pouquinho". Somos melhores quando nos tornamos mães: agora não pensamos apenas em nós. Temos por quem viver, a quem nos dedicar... Somos menos egoístas (maquiagem e roupa nova virou fralda e mamadeira) e mais felizes (quem há de dizer o contrário?)










domingo, 17 de abril de 2011

Mã, Gu, Ga, Uoó, Oa, Bu...

Anjinho Gabriel, Semana passada voltei a trabalhar. Pensar que você ia chorar de saudade me deixou tensa em todo meu primeiro dia de trabalho. Saber que chorou mesmo me fez sentir culpada. Tão pequenino e já sente as ausências da vida, tão necessárias e ao mesmo tempo - nem tanto assim. Você chamou - a vovó me disse - Gu e Bu várias vezes (é assim que chamas os peitos carinhosamente no auge de seus 3 meses e meio) e Mã (mamãe) quando já estavas em desespero porque eu não vinha. Como eu queria estar com você em cada segundo. Como eu queria ver todos os seus sorrisos. Todos os seus pedidos de Oa (voa passarinho) e Ga (chamando o papai). O Tempo passa tão rápido e logo terei um menininho que não carregarei no colo. Sinto falta de você bebe antecipadamente... Ai, esse amor de mãe que nos deixa tão passionais. Jamais esqueça de todo esse carinho. Mã, Bu e Gu. Com amor.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O Pequeno Príncipe

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" (Exupery)



Meu filho,



As raposas nas fábulas de Esopo são bichos astutos, que usam sua esperteza para o mal. Mas eu te digo que sempre há uma excessão para verdades aparentes e que a raposa do Pequeno Príncipe era esperta, mas de uma esperteza de sabedoria e amizade sincera. Ela o amava de verdade.



Ela lhe disse que seu coração se prepararia para sua chegava e ao olhar o trigo (que antes para ela nada significava) lembraria de seus cabelos da cor do sol.

Sim, eu gosto da raposa e um dia você saberá que essa frase que ela disse sobre cativar é além de linda, muito fiel aquilo que as pessoas grandes chamam de amor.

Quando senti seu coração bater aqui dentro, desde o primeiro momento... entendi sobre o que isso quer dizer - o que é responsabilidade. O que é saber que você agora precisa cuidar de uma pessoinha tão inocente e frágil que de tudo depende. Que existe algo além de seu umbigo no mundo e que é preciso amar e proteger esse ser.

Lembro de quando descobrimos sobre você.

Saímos do gelado hospital com o resultado em mãos e o coração aquecido. O calor emanando do sorriso que não saía dos lábios.

Eu estava com o fome e seu pai comprou uma bolacha waffer sabor chocolate.

Estávamos no carro e abri a bolacha para comer.

Logo seu pai me disse:

- Amor, ´será que pode fazer mal pro bebê?



Apartir daquele momento senti a responsabilidade, não como um peso, mas porque você, meu amor, já tinha me cativado por completo - e não somente a mim - a seu pai também.

Foram nove meses de podes e não podes... de comer e não comer... porque você vinha como prioridade...

Era nosso sonho em pessoinha.

E agora com você nos braços, ainda tão dependente, permaneço a renunciar a coisas que agora me parecem tão sem importância - um chocolate, uma saída no sábado a noite, um refrigerante gelado, uma roupa nova - e passo a ser melhor como pessoa. Meu B-612 enfim tem um pequeno príncipe.



Mamãe.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Prólogo - de quando seu coração batia dentro de mim...

Meu filho... Nosso filho...

As palavras mais bonitas do mundo se tornam simplórias para descrever a alegria estampada em nosso olhar apaixonado. Era você quem estava ali guardado. E como lembramos saudosos daqueles tempos em que eras apenas uma bolinha - como te chamávamos carinhosamente - e foi crescendo como a velocidade da luz - tão rápido passou - e ao mesmo tempo como desabrocham as borboletas - de tanto que estávamos ansiosos por ver teu rosto.

Você agora está em nosso braços.

E parece, meu anjinho, que desde sempre esteve.

Por mais que eu me esforce, não me lembro de mim antes - antes de você existir.

Onde perdi aquele meu olhar de não-mãe?

Meus olhos seguem os seus que se aventuram, curiosos.

E olho para você, nas fotos - agora antigas - do tempo que seu coração batia dentro de mim...

Do tempo que você estava assim tão próximo... E que em nenhum momento nos separávamos. Como foram felizes esses momentos.

Mas quando sonho com os dias que virão...

Ai... Como sou ainda mais feliz. Eu sei que dentro ou fora de mim, de uma coisa eu tenho certeza: você sempre morará aqui dentro de meu coração - para todo sempre.